segunda-feira, 30 de maio de 2011

Projeto Escola Sem Homofobia: Representante da UNESCO no Brasil fala sobre o Material Paradidático

Projeto Escola sem Homofobia - Precisamos evitar o retrocesso

O material do projeto Escola Sem Homofobia, chamado pelos seus opositores de "Kit Gay" consiste em um material paradidático, com apostilas, livros, vídeos e cartazes, elaborado através de uma parceria entre diversas ONGs e associações de direitos LGBT e o MEC, para posterior distribuição em escolas públicas brasileiras, voltado para o ensino médio.

Os materiais do Projeto Escola Sem Homofobia estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela UNESCO em 2010 (…) Estamos certos de que este material contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade.

Parabenizamos a ABGLT, o Ministério da Educação e as instituições envolvidas pela iniciativa”. (Vincent Defourny – Representante da UNESCO no Brasil)

Assinemos a petição on line em apoio ao Projeto. Repassem às suas redes.
Evitemos o retrocesso obscurantista: www.petitiononline.com/2667a839/petition.html

Um comentário:

Rita Colaço disse...

Um outro ponto de vista:

[Por questões de espaço, está reduzida a matéria. Veja a íntegra no]
Do Portal Aprendiz, da Uol
http://aprendiz.uol.com.br/content/gewivetrev.mmp

Estudantes sugerem que governo amplie debate com professores e movimento LGBT
Da Redação *

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) sugeriu que o governo federal amplie o debate sobre o kit anti-homofobia com o Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), com a Confederação dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e com a própria Ubes. Para o presidente da instituição, Yann Evanovick, o kit é uma boa ideia para combater o preconceito, mas o conteúdo que foi produzido não é o ideal.

[...] “Todo instrumento que o Estado use para combater o preconceito, seja por racismo, seja contra homossexuais, é bom”.

[...] A avaliação da presidenta foi reportada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao UOL.

“A presidente entendeu que esse material, na opinião dela, não combate a homofobia. Ela entende que ele não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende que é o combate à violência, a humilhação e a evasão desse público da escola”, disse. Ele afirmou que o kit anti-homofobia deverá estar pronto ainda neste ano para distribuição em 6 mil escolas e que não haverá custos adicionais.

[...] [Dilma]pediu a criação de uma comissão na Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República para avaliar qualquer material que seja produzido por ministérios “que dialoguem com questões relativas a costumes”, segundo o UOL.

Contraponto

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL), assumidamente gay e um dos maiores defensores das causas LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis e Transsexuais) na Câmara, discordou da decisão de Dilma Rousseff. “Achei precipitado a presidenta tomar uma decisão sem ouvir os atores em questão. Ela devia ter conhecimento de todos os pareceres favoráveis ao projeto. Os pareces da Unesco, do Conselho Federal de Psicologia, da UNE, e do próprio Conselho de Classificação Indicativa. Não é possível que essas instituições estejam erradas”, avaliou em entrevista ao IG.

Wyllys diz que a bancada evangélica, com o apoio de “setores da imprensa”, detonou uma “histeria coletiva sobre o tema”, por conta da “maneira mentirosa” como a proposta do kit contra a homofobia foi apresentada à sociedade. “[O deputado] Garotinho e companhia apresentaram um material do Ministério da Saúde para a redução de danos entre travestis como se fosse o projeto Escola sem Homofobia. Isso é agir de má fé”.

Ele acredita que a reação da bancada evangélica tem um alvo: o PLC 122 (que criminaliza a homofobia). “Essa campanha já está em curso. Tentam criar uma onda de terrorismo, uma histeria coletiva, como fizeram no segundo turno das eleições.”

[...]

*Com informações do UOL, do IG e da Folha Online.