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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

ONU CONTRA DISCRIMINAÇÕES PRATICADAS NO BRASIL

ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no
Brasil


Iniciativa dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas. Veiculação iniciará no dia 16 de novembro em emissoras de televisão de todo o país.

Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil.

Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, que será lançada hoje (16/11) às 10h no Palácio do Itamaraty - Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.

Durante a cerimônia, as agências da ONU apresentarão um panorama da realidade de cada população – estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas -, e apresentarão os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha. Os filmes estarão disponíveis para veiculação em emissoras de televisão de todo o país a partir do dia 16 de novembro. Além disso, os vídeos receberam versões legendadas em inglês e espanhol, para possibilitar a disseminação internacional.

O ato de lançamento será seguido de coletiva de imprensa, no Palácio do Itamaraty, com o representante do UNODC, Bo Mathiasen; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV/Aids da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa.
Representantes das entidades da sociedade civil e as lideranças que gravaram as mensagens também estarão no evento para atendimento à imprensa.

Visibilidade para os direitos humanos

“Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, os filmes apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.

A campanha surge como uma iniciativa contra as violações de direitos humanos e desigualdades, especialmente nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança e convivência. Trata-se de uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.

Estigmas e preconceitos cotidianos

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das facetas do racismo se revela na remuneração média da população brasileira: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).

O ambiente escolar também é outro local de resistência à diversidade. Segundo pesquisa de maio de 2009 realizada em 500 escolas públicas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, 55% a 72% dos estudantes, professores, diretores e profissionais de educação demonstram resistência à diversidade por meio do indicador “distância social”. O maior distanciamento é verificado com relação aos homossexuais (72%).

Filmes diferenciados: drogas e educação

No primeiro caso, são mostradas cenas reais de usuários de drogas lícitas (bebida, cigarro e medicamentos) e ilícitas (maconha, cocaína, crack e ectasy) nos diferentes ambientes de uso - nas ruas, nos bares, nos morros ou nas baladas -, sem que o rosto dos usuários apareça. O desafio aqui foi falar sobre usuários de drogas dentro de uma perspectiva do direito à saúde.

Para os filmes de combate ao estigma e ao preconceito nas escolas são utilizados desenhos feitos por crianças, com uma voz em *off* e trilha original. Estes filmes trabalham com duas situações diferentes: preconceito na escola contra crianças vivendo com HIV e preconceito de raça, cor, aparência, orientação sexual nas escolas.

Assinatura da campanha

O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico. É contra o estigma e o preconceito que as agências UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil), somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

Acesse a Campanha:
*www.onu-brasil.org.br* ou *
http://www.youtube.com/user/UNAIDSBr*


*Spots para rádio (em
português)*

*Vídeos disponíveis para download *

*Português*

- *Usuário de Drogas* - Youtube
| Download
- *Transexuais e Travestis* -
Youtube
| Download
- *Refugiados* - Youtube |
Download
- *Profissionais do sexo* -
Youtube
| Download
- *População Negra* - Youtube
| Download
- *Pessoas vivendo com HIV* -
Youtube
| Download
- *Lésbicas* - Youtube |
Download
- *Gays* - Youtube |
Download
- *Estudantes* - Youtube |
Download
- *Crianças vivendo com HIV* -
Youtube
| Download

*Espanhol*

- *Usuário de drogas* - Youtube
|
Download
- *Tansexuales e Travestis *-
Youtube
| Download
- *Refugiados* - Youtube |
Download
- *Profesionales del sexo* -
Youtube
| Download
- *Poblacion negra* - Youtube
| Download
- *Personas viviendo con VIH* -
Youtube
| Download
- *Lesbianas* - Youtube |
Download
- *Gays* - Youtube |
Download
- *Estudiantes* - Youtube |
Download
- *Niños viviendo con VIH* -
Youtube
| Download

*Inglês*

- *Drug uses* - Youtube |
Download
- *Transexuals and Travestites* -
Youtube
| Download
- *Refugee* -
Youtube
| Download
- *Sex workes* -
Youtube
| Download
- *People living with AIDS* -
Youtube
| Download
- *Lesbians* -
Youtube
| Download
- *Gay men* -
Youtube
| Download
- *Students* - Youtube |
Download
- *Afro-Brazilians* - Youtube
| Download
- *Child living with HIV* -
Youtube
| Download

*
*

*Informações à Imprensa:*
*ACNUR*

Carolina Montenegro

(61) 3044.5720 / 9302.4552

*UNESCO no Brasil*

Nelson Souza Aguiar

(61) 2106.3539 / 8145.7747

*UNIFEM Brasil e Cone Sul*

Isabel Clavelin

(61) 3038.9287 / 8175.6315
*UNAIDS*

Naiara Garcia e Jacqueline Cortes

(61) 3038.9220 / 9224

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DEFINIDO PROTOCOLO DA SAÚDE PARA ATENDIMENTO DE TRAVESTIS E TRANSEXUAIS

Deu no jornal:

Saúde define 1º protocolo para atendimento de travestis do País

Documento define procedimentos como doses adequadas na hormonioterapia, acompanhamento fonoaudiológico e avaliação urológica

O Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, da Secretaria da Saúde, pioneiro na América Latina, definiu o primeiro protocolo para atendimento de travestis do País. O documento inclui a orientação e definições de dosagens em relação ao uso de hormônios, acompanhamento e tratamento das complicações decorrentes do uso de silicone industrial, avaliações urológicas e proctológicas, entre outras.

Um dos principais aspectos do protocolo se refere à avaliação endocrinológica, com orientação relativa aos efeitos colaterais provenientes do uso de hormônios sexuais. O protocolo define as dosagens de hormônios a serem usadas e determina a avaliação em consultas periódicas do desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários.

O ambulatório também incluiu no documento o acompanhamento fonoaudiológico aos usários para adequação e treino vocal. O tratamento prevê a modulação da voz em seu timbre e sons naturais, utilizando equipamentos específicos da clínica fonoaudiológica e avaliação com otorrinolaringologista.

O protocolo garante a realização de avaliações para procedimentos estéticos-reparadores (cirurgia plástica) necessários para melhor adequação da identidade de gênero, colocação de próteses e procedimentos terapêuticos necessários para reparar danos provocados pela colocação de silicone industrial, entre outros procedimentos.

Levantamento realizado durante os seis primeiros meses do ambulatório (completados em dezembro) revelou que a demanda mais recorrente no local é a hormonioterapia, responsável por 45% dos casos. A remoção de silicone industrial foi responsável por 14% dos casos.

O ambulatório foi responsável pela realização da primeira cirurgia para retirada de silicone realizada pelo SUS em todo o País. "Com o protocolo, damos mais um passo fundamental para garantir o atendimento humanizado e com as melhores práticas assistências possíveis para esse grupo social", afirma a coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.Maria Clara Gianna.

O CRT/Aids fica na rua Santa Cruz, nº 81, na Vila Mariana, São Paulo.

Da Secretaria da Saúde

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Do sítio: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=207470&q=Saúde+define+1º+protocolo+para+atendimento+de+travestis+do+País
Divulgado em listas por F. Martins